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Os Juizados Especiais Federais foram criados em 2001, pela Lei n.
10.259, com o intuito de tornar as atividades da Justiça Federal mais
dinâmicas. A partir de sua criação, um outro fato passou a ser
observado: além da rapidez, a Justiça Federal, que antes atendia uma
clientela muito mais restrita, passou a receber em suas instalações por
todo país, pessoas de todas as classes sociais em grande número,
principalmente, os mais carentes e idosos, tendo em vista que as causas
previdenciárias, em geral de baixo valor e, portanto, compreendidas na
competência dos JEF’s, levam todos os anos milhares de idosos, mesmo sem
advogados, a procurarem a Justiça para garantir seus direitos. No Acre
a situação não é diferente e chega a ter uma importância ainda maior
pois o instituto do Juizado tem relação direta com o resgate da
dignidade e dos direitos de uma parcela da população que foi
indispensável para a construção do que o hoje é o Estado do Acre: os
soldados da borracha.
A atuação do JEF no Acre tem servido como referência para o TRF 1ª
Região. Em 2005foram proferidas 24.313 sentenças, das quais 1.398 em
ações previdenciárias. Do total de sentenças, 12.417 foram proferidas em
até 90 dias após a data da distribuição. Foram realizadas 953 audiências
de instrução e julgamento. Os processos em tramitação no dia 31/12/2005
somavam 9.865, dos quais 4.426 em suporte físico e 5.439 em meio
virtual.
Segundo o Diretor da 4ª Vara - JEF, Hennyo Albuquerque, apesar dos
números vultuosos os servidores e magistrados atuantes no Juizado primam
por um convívio harmônico entre os princípios da segurança jurídica e da
celeridade processual como norteadores das atividades. Recentemente, o
Juizado Especial recebeu mais um Juiz Federal, Alysson Fontenelle, para
trabalhar junto com o titular Cléberson Rocha. Além da democratização
do acesso à justiça e da aceleração nas decisões, os Juizados Especiais
Federais constituem hoje, um núcleo de experiências que apontam para o
futuro da Justiça brasileira. Os JEF’s Itinerantes (que no Acre já
ocorreram em Xapuri, Brasiléia, e Cruzeiro do Sul) e o JEF virtual, onde
o processo não existe fisicamente, são bons exemplos disso. Para falar
um pouco mais sobre o Juizado e sua importância, o Via Direta foi
conversar com Hennyo Albuquerque:
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Qual a importância do Juizado no Acre?
A criação do Juizado foi um marco para as pessoas mais carentes
que tinham o direito mas não tinham acesso a ele, principalmente
aqueles que buscam os benefícios previdenciários. A maioria
chega aqui sem advogados e não é por isso que não fazem suas
reclamações e num curto espaço de tempo, se compararmos aos
outros procedimentos, recebem uma decisão judicial. Ainda que
não consigam o benefício, pelo menos têm clara a posição da
justiça. E esse é o nosso papel, cumprido a cabo pelo Juiz, o de
dizer o direito. Isso o Juizado tem feito de maneira exemplar.
Qual a média de processos em trâmite no Juizado?
Hoje mantemos a média de 10.000 processos, mas já atingimos o
dobro. Se conseguimos chegar ao número de hoje é porque muita
gente colaborou para isso. O Juizado trabalha num ritmo
alucinante, mas dá gosto de ver o resultado. Além da equipe da
Vara outros setores são fundamentais e sempre compreendem a
nossa demanda, como a Contadoria, a Central de Mandados... sem
essa compreensão dos colegas as mudanças trazidas pela Lei
9.099/98, não surtiriam muito efeito.
A 4ª Vara é hoje a única que conta com 2 juízes, qual o
impacto disso no trabalho de vocês?
Mesmo com um só juiz, o serviço não acumulava, até porque
muito do que acontece com os processos passa pela secretaria,
mas com a chegada de mais um Juiz deu para aliviar a carga de
trabalho, dividindo entre os dois. Esse fato gera melhores
condições de trabalho para os juizes, que podem exercer sua
função menos atribulados.
O ritmo de trabalho no Juizado é diferenciado?
Rapaz, se for pela demanda, não tenha dúvidas. A equipe é
muito afinada com o ritmo de trabalho, tem muita coisa para
fazer mas todo mundo faz com prazer. O trabalho tem que ser
diferenciado das outras varas, porque senão não damos conta.
Aqui fazemos mutirões e aí não tem sábado, feriado. Depois se
compensa tudo direitinho.
E o que se faz nesses mutirões e porque são necessários?
Fazemos intimações, requisições de pequeno valor (RPV) e
todo o serviço administrativo para o andamento do processo. No
horário de expediente normal temos que dar muita atenção ao
atendimento tanto das pessoas quanto dos telefones e o serviço
acumula um pouco. Aí, um sábado aqui outro feriado ali todo
mundo topa fazer um mutirão e dar andamento nas coisas.
Quais são as expectativas da equipe do JEF para o resto de
2006?
Já temos planejado o JEF Itinerante em Sena Madureira. Em
agosto tem a fase de atermação e em novembro a fase das
audiências. No mais, esperamos continuar atendendo bem as
pessoas que procuram a Justiça Federal através do Juizado. |
Galeria
Para visualizar notícia sobre o Primeiro Juizado Especial
Federal Itinerante nas cidades de Brasiléia e Xapuri:
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Para visualizar a galeria de fotos dos Segundo Juizado Especial
Federal Itinerante na cidade de Cruzeiro do sul:
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Atendimento do JEF
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Secretaria dos Juizados
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| Juiz Federal Rogério Volpatti Polezze faz inspeção durante as
audiências do Juizado Especial em Xapuri/AC. |
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